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Coisas da vida





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Como estou velha!
Minhas amigas estão casando, quase todas as minhas primas já tiveram filho, o meu priminho que ontem era um baby já fez 12 (DOZEEEE) anos e meus pais já não ligam se eu viajo sozinha com meu namorado - tá, ligam um pouco.
23 anos, e o que mais me deixa inconformada, é quando uma criança se refere a mim  como mulher, tipo: "Atrás daquela mulher" ou "pede para aquela mulher", aí eu fico procurando a "mulher" que estão falando, e de repente, oi? A "mulher" sou eu?
É estranho, mas é que estou acostumada com "aquela menina" ou no máximo "aquela moça". Mulher é AMAIS poxa!

Talvez você que está lendo deve estar pensando que sou exagerada - imaginem quando tiver 30 - Mas é que a vida passa assustadoramente rápido e estou começando a ficar com medo!
Eu lembro quando tinha meus 15 anos, e todos me falavam que quando eu chegasse nos 18 a vida iria voar com uma velocidade inacreditável. Eu não ligava muito, achava besteira. Mas não é que todos estavam cobertos de razão?! E hoje sou eu quem falo esse jargão de gente velha pros meus primos mais novos. 

Lembro também quando eu tinha meus 17 e imaginava que quando tivesse 23 tudo seria perfeito. Me imaginava totalmente diferente. Mas a vida não é perfeita e nunca será, e isso a gente só entende quando entra para o mundo dos adultos! 
O engraçado é que eu continuo com as minhas manias de menina. Eu ainda fico imaginando coisas antes de dormir, ainda acredito piamente que no final toda mulher terá o seu happy ending, ainda peço desculpas para o cachorro quando piso em sua patinha sem querer, sempre que minha bebida acaba eu pego o gelo que sobra e chupo igual bala, sonho com um open bar de toddynho. Quando vou ter alguma coisa muito legal no dia seguinte não consigo dormir de ansiedade e ainda dou risada sozinha (dou risada mesmo e costuma ser bem alta) quando penso em alguma coisa engraçada - Geralmente isso acontece quando estou no ônibus ou metrô.

Também sempre me vi nos filmes, quando eu era criança me via em "esqueceram de mim", tá, eu sei que o protagonista era um menino, mas eu adorava ele, e ficava em frente o espelho refazendo a cena que ele coloca as duas mãos no rosto.
Quando eu era pré adolescente, me via naqueles filmes que a menina principal era uma espiã. Eu pirava naquilo, deve ser por isso que amo jornalismo investigativo.
Na adolescência me via em "A nova Cinderela", aquele com a Hilary Duff. Adorava aquele filme, porque ela era uma menina desajeitada que usava all star e calça jeans, preferia hambúrguer do que salada e era muito engraçada. E o melhor é que foi ela que o príncipe maravilhoso (meu ator preferido daquela época, Chad Michael Murray) escolheu. 
Agora eu me vejo naqueles filmes onde a protagonista é uma mulher confusa e também desajeitada - estabanada, pra ser mais exata - Meio perdida na sua vida profissional, mas com ótimo senso de humor e no final ela fica com um cara incrível que acha graça e adora esse jeito meio doido dela levar a vida, e é extremamente apaixonado a ponto de fazer aqueles pedidos de casamento de tirar o fôlego, na frente de uma multidão. 

Sou apaixonada pela vida. Sempre fui! Amo o barulho e a sensação da chuva, amo pensar e filosofar, das coisas mais sérias às mais fúteis.
Amo o conforto de um abraço sincero, amo aprender coisas novas, amo amar!

A verdade é que temos que aproveitar cada fase da nossa vida. É como uma passagem bíblica que gosto muito, que diz que "há tempo para todas as coisas debaixo do céu":

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de colar; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


É preciso saber viver cada fase, antes que elas passem pela nossa vida, e seja tarde demais para aproveitá-la. 












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